Embora o termo “Fake News” rapidamente tenha se tornado popular
durante e após a eleição presidencial dos EUA de 2016, não é um novo conceito.
No final dos anos 1800, os editores de mídia barões, William Randolph Hearst e
Joseph Pulitzer, lutaram contra a supremacia da mídia usando a “imprensa
marrom” – um estilo de reportagem caracterizado por manchetes
sensacionalistas e histórias que eram baseadas em fatos ou mesmo
completamente falsas.
Hearst foi creditado (ou acusado de) influenciar o clima político e os
eventos que levaram à declaração de guerra dos Estados Unidos sobre a Espanha
em 1898. Sua influência na imprensa marrom foi lenda no filme Cidadão Kane,
quando o personagem de Hearst, Charles Foster Kane, declarou ao seu fotógrafo
de Havana, “você fornece as imagens e vou fornecer a guerra!”
Sensacionalismo e desinformação existem há séculos, praticados por militares e
propagandistas do governo desde bem antes dos dias da imprensa marrom. Então, o
que há de tão diferente agora? Resposta: tudo.
No passado, você precisava de recursos significativos para publicar uma
ideia que atingisse e influenciasse potencialmente milhões de pessoas. Mas o
início da era digital quebrou esse paradigma. O custo de publicar
qualquer pensamento ou opinião aleatória e chegar a um grande público foi
reduzido a quase zero. E Fake News não só acontece no mundo da política – as
marcas também são alvo.
Qualquer um pode dizer qualquer coisa sobre o seu produto e serviço e
podendo chegar rapidamente a uma grande audiência e sair fora de controle.
A Ace Hardware sofreu uma crise em dezembro de 2016
devido a falsas notícias sobre o tratamento da empresa de pessoas que protestam
contra o North Dakota Access Pipeline (DAPL). A JeffreyGroup ajudou
a Johnson & Johnson no Brasil a combater falsas notícias sobre os
efeitos negativos de Tylenol em casos de dengue. Então, com isso em mente,
abaixo estão cinco estratégias de como as marcas podem lidar com
notícias falsas e proteger suas reputações nesta era Post-Truth.
1.O primeiro passo para proteger sua marca é o
monitoramento. Existem ferramentas avançadas de monitoramento de mídia,
inclusive audiovisual, à sua disposição. Se alguém na sua organização não tiver
sido atribuído a esta função ou não tiver tempo, vale a pena pagar outra pessoa
para vigiar e alertá-lo quando houverem sinais de problemas. Crises
digitais viram uma bola de neve rapidamente em tempo real. Um bom esforço
de monitoramento poderia melhorar significativamente seu tempo de resposta e
controle de danos.
2. É importante ter um plano de crise
antes de uma crise ocorrer. Você também deve praticar sua resposta de
crise. Na JeffreyGroup, executamos exercícios completos de crise com clientes,
com postagens negativas em redes sociais, manchetes
incendiárias e calls com jornalistas para comentários.
Qualquer crise requer uma resposta adaptada, mas há muito que você pode fazer
antes do tempo para se preparar.
3. A tendência da marca como editor é
uma das formas que as empresas estão lidando com a mudança de hábitos de consumo
de mídia, e também é uma maneira de ajudar a proteger a reputação de uma
marca. As empresas estão criando canais diretos para seus públicos-alvo e investindo
na criação de conteúdo relevante, útil e inspirador. Ser uma fonte
confiável e valiosa de informações e conteúdo pode ajudar uma marca a enfrentar
um ataque à sua reputação.
4. O envolvimento de um influenciador passa
certa credibilidade de terceiros e é tradicionalmente alcançada ao ser
publicada em uma fonte de notícias independente. Às vezes, as marcas são
relutantes em ceder o controle, e é isso que torna os programas de
influenciadores tão poderosos. Existe um equilíbrio delicado entre
credibilidade e patrocínio que deve ser gerenciado.
5. Apenas isso não basta. Um programa proativo
de engajamento de partes interessadas é essencial para ajudar a estabelecer,
crescer e proteger a reputação de uma empresa. O primeiro passo é identificar
aliados potenciais, bem como oponentes. Procure os que têm interesses e
objetivos comuns e desenvolva oportunidades para colaborar. Uma empresa ou
marca com fortes laços dentro de uma comunidade e mercado será capaz de lidar
com uma ameaça comercial ou crise de reputação partindo de uma posição de
força.
Há muito que está além do controle de uma empresa nesta era Post-Truth.
Mas a Fake News pode set tornar a melhor coisa para as comunicações
corporativas. Isso nos faz pensar sobre o que é importante, como devemos
planejar e agir, e o que queremos ser.
FONTE:
*Este artigo foi publicado originalmente pela JeffreyGroup.
Autor: Brian Burlingame
é CEO da JeffreyGroup. A experiência e conhecimento de Brian sobre a
América Latina e o cenário de negócios nos diferentes mercados foi construída
nos mais de 20 anos de carreira, nos quais viveu e vem trabalhando na região.
Nesse período, ele tem atuado como consultor de empresas internacionais de
diferentes setores e nacionalidades. Brian tem MBA e Masters in International
Business pela Universidade de Miami e é bacharel em Negócios Internacionais
pela Universidade do Estado de Missouri. É fluente em inglês, espanhol e
português.
Compilação:
Carlos BARROS DE MOURA
EXPERTISE EM SEGUROS
Nenhum comentário:
Postar um comentário